sábado, 23 de janeiro de 2010

Haiti


Meu coração não pode se desviar da dor que milhares de haitianos estão sentindo desde o dia do terremoto. Agora ficou mais apertado ainda, com a notícia de que as buscas e resgates de vítimas foram encerradas. Dever ter muita gente com vida sob os escombros pedindo a Deus uma nova chance...uma única oportunidade para a vida...depositando confiança em quem está do lado de fora, na esperança de serem resgatados...Eu, aqui na minha pequenez, Vos peço meu Deus que resgate essas vidas, que não haja mais dor nem sofrimento...
"O Senhor é meu Pastor..."
...que tenham a certeza em seus corações, que estão sendo cuidados por Ti...
"...nada me faltará..."
... que terão o alimento da alma...
"...me faz repousar em verdes pastagens e conduz-me para junto de águas tranquilas"
...que tenham serenidade, fé e paz de espírito...
"...restaura minha alma e me guia pelos caminhos da justiça, por amor de Seu nome."
...que tenham paz interior para enxergar a luz no caminho da vida junto ao Pai...
"Ainda que eu ande pelo vale da sombra da morte, não temerei mal algum..."
...que sintam sua proteção e confiem em Ti...
"...porque Tu estás comigo..."
...que sintam sua presença, meu Pai, e se entreguem a Ti...
"O Teu bordão e o teu cajado me consolam..."
...que possam entregar a Deus sua vidas na certeza que serão consolados e corrigidos com amor...
"Preparas-me uma mesa na presença de meus adversários..."
...que tenham esperança e confiança na justiça de Deus, para com todos nós...
"Unges-me a cabeça com óleo e o meu cálice transbordará."
...que elevem seus corações a Deus, e que recebam em contínua abundância toda graça...
"Bondade e misericódia me seguirão todos os dias da minha vida..."
...que tenham a misericórdia e possam viver em bençãos eternas...
"...e habitarei na casa do Senhor para todo o sempre."
...que caminhem com segurança para os braços de Deus e vivam em Seu seio, eternamente...
Que assim seja...


Imagem retirada de uma reportagem do Yahoo - 23/01/2010.

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

ZILDA ARNS


Eu via Deus em seu olhar, em seu sorriso, em sua voz doce e ao mesmo tempo firme...Sua dedicação e comprometimento com seus ideais sempre a levaram longe de "casa", trilhando
caminhos ingrimes, cheios de obstáculos, por vezes lamacentos, outras vezes secos e pueirentos,
mas que eram suas escolhas...seus caminhos. Cada vida encontrada em seu caminhar era uma vida salva, enchia de novos horizontes os olhares vagos e desesperançosos, fazendo florir o mais árido terreno...Eu vi no noticiário um garotinho sentado na beira de uma calçada, olhar perdido, só, no meio dos destroços do terremoto, talvez na esperança que você fosse aparecer para resgatá-lo...Levanta Zilda, vem cuidar do seu povo...vem ensiná-los caminhar...vem dar seu braço, seu abraço...vem dar sua boca num beijo...vem dar seu coração em ensinamento de esperança em vida melhor...não os deixe orfãos, não os deixe...e vai em paz , e vai com Deus.

domingo, 3 de janeiro de 2010

Seja realista, mas nunca deixe de sonhar...



"Muitas vezes o povo é egocêntrico, ilógico e insensato,
Perdoe-o assim mesmo.
Se você é gentil, o povo pode acusá-lo de egoísta e interesseiro.
Seja gentil assim mesmo.
Se você for um vencedor, terá alguns falsos amigos e alguns inimigos verdadeiros.
Vença assim mesmo.
Se você é honesto e franco, o povo pode enganá-lo.
Seja honesto e franco assim mesmo.
O que você levou anos para construir, alguém pode destruir de uma hora para outra.
Construa assim mesmo.
Se você tem paz e é feliz, o povo pode sentir inveja.
Seja feliz assim mesmo.
O bem que você faz hoje, o povo pode esquecê-lo amanhã.
Faça o bem assim mesmo.
Dê ao mundo o melhor de você, mas isso pode nunca ser o bastante.
Dê o melhor de você assim mesmo.
Veja você que, no fim das contas, é entre VOCÊ E DEUS.
Nunca foi entre você e o povo."

Madre Teresa de Calcutá

Para amigos que tenho, que como eu acreditam...
sonham...realizam...e se entregam sempre...

Onde canta o sabiá, Boris?


No "Jornal da Band" do último dia 31, o âncora Boris Casoy passou por uma bela "saia justa". Durante o programa, após as felicitações de Ano Novo de uma dupla de garis, o jornalista não percebeu que o microfone estava aberto e falou o que pensava.

"Que merda... dois lixeiros desejando felicidades... do alto de suas vassouras... dois lixeiros... o mais baixo da escala do trabalho...", disse Boris Casoy.

O apresentador reconheceu a ofensa que cometeu contra os garis e se desculpou na edição do telejornal deste dia 1º. Leia abaixo na íntegra as palavras de Casoy:

"Ontem, durante o intervalo do 'Jornal da Band', em um vazamento de áudio, eu disse uma frase infeliz, que ofendeu os garis. Por isso, quero pedir profundas desculpas aos garis e aos telespectadores do 'Jornal da Band'."
FONTE: YAHOO NOTÍCIAS, 02.01.2010.

"ISSO É UMA VERGONHA"

Agora me explica Sr. Boris,
se não tivesse acontecido o vazamento do áudio,
mudaria alguma coisa?
A "canalhice" não seria a mesma? Se o grande público
não "fica sabendo" vale tudo não é Sr.Boris?
Vale "dolar na cueca", "dolar na meia", vale ser
hipócrita...vale até mesmo, segundo seu pobre
ponto de vista, ofender trabalhadores que
limpam o lixo que o Sr produz, e ao que parece,
em grande quantidade...ora faça me o favor,
ao que deixou transparecer, ficou claro
que o Sr precisa de uma
reforma interior urgente.



terça-feira, 29 de dezembro de 2009

Receita de Ano Novo

Receita de Ano Novo

Para você ganhar belíssimo Ano Novo
cor de arco-íris, ou da cor da sua paz...

...Não precisa fazer lista de boas intenções
para arquivá-las na gaveta.
Não precisa chorar de arrependido
pelas besteiras consumadas
nem parvamente acreditar
que por decreto da esperança
a partir de janeiro as coisas mude
me seja tudo claridade, recompensa,
justiça entre os homens e as nações,
liberdade com cheiro e gosto de pão matinal,
direitos respeitados, começando
pelo direito augusto de viver.
Para ganhar um ano-novo
que mereça este nome,
você, meu caro, tem de merecê-lo,
tem de fazê-lo de novo, eu sei que não é fácil,
mas tente, experimente, consciente.
É dentro de você que o Ano Novo
cochila e espera desde sempre.
Texto extraído do "Jornal do Brasil", Dezembro/1997.
Carlos Drummond de Andrade.
Evangelho segundo DRUMMOND...(meu ponto de vista)...
Tomara que todo o barulho feito a meia-noite,
todo aquele pipocar de fogos, de rolhas...
os risos e os desejos de bom ano, possam acordar
dentro de cada um de nós o ANO NOVO verdadeiro...
realmente cheio de realizações realizáveis...
É o que eu desejo a todos que já passaram
pela minha vida, e que de uma forma ou outra marcaram...
FELIZ 2010 !!!

domingo, 20 de dezembro de 2009

AMIGOS...OBRIGADA.


OLÁ...

MAIS UM NATAL, MAIS UM ANO...
VELHOS SONHOS TROCADOS POR NOVAS ESPERANÇAS...
UM REFORÇO EM NOSSA ENERGIA, PARA CONTINUARMOS
NA NOSSA CAMINHADA, FELIZES, POIS UM DIA NOSSOS
CAMINHOS SE CRUZARAM. OBRIGADA PELA OPORTUNIDADE
DE CAMINHAR AO SEU LADO, POIS A JORNADA FICOU
MUITO MAIS PRAZEIROSA E LEVE. VOCÊ ME AJUDOU A TRANSPASSAR
OS OBSTÁCULOS, MUITAS VEZES RETIRANDO AS PEDRAS
DO MEU CAMINHO COM AS PRÓPRIAS MÃOS, POIS SABIA DAS
MINHAS DIFICULDADES.
FELIZ NATAL ! UM ANO NOVO CHEINHO DE BENÇÃOS E QUE POSSAMOS
CONTINUAR JUNTOS NESSA ESTRADA E QUE ELA ESTEJA PARA SEMPRE FLORIDA...

Para meus pais, meus filhos, meu marido, meus irmãos e cunhadas...
para o Juca e Osmarina...

para todos os meus amigos... os sempre presentes...aqueles que por vezes desaparecem...
os de perto...os de longe...os "virtuais"... e também aqueles que apesar de já terem partido para outra dimensão, continuam presentes...
MUITO OBRIGADA!!!





Algumas formas de ver Deus...

...e neste momento, eu Cecília (simples mortal e com mêdo da morte), tenho uma satisfação quase infantil em apresentar aos meus amigos (os do "peito" e também os "virtuais") um texto daquilo que eu chamo de: "Evangelho segundo Carlos Drummond de Andrade..."

Organiza o Natal

Alguém observou que cada vez mais o ano se compõe de 10 meses; imperfeitamente embora, o resto é Natal.
É possível que, com o tempo, essa divisão se inverta: 10 meses de Natal e 2 meses de ano vulgarmente dito.
E não parece absurdo imaginar que, pelo desenvolvimento da linha, e pela melhoria do homem, o ano inteiro se converta em Natal, abolindo-se a era civil, com suas obrigações enfadonhas ou malignas. Será bom.
Então nos amaremos e nos desejaremos felicidades ininterruptamente, de manhã à noite, de uma rua a outra, de continente a continente, de cortina de ferro à cortina de nylon — sem cortinas. Governo e oposição, neutros, super e subdesenvolvidos, marcianos, bichos, plantas entrarão em regime de fraternidade. Os objetos se impregnarão de espírito natalino, e veremos o desenho animado, reino da crueldade, transposto para o reino do amor: a máquina de lavar roupa abraçada ao flamboyant, núpcias da flauta e do ovo, a betoneira com o sagüi ou com o vestido de baile. E o supra-realismo, justificado espiritualmente, será uma chave para o mundo.
Completado o ciclo histórico, os bens serão repartidos por si mesmos entre nossos irmãos, isto é, com todos os viventes e elementos da terra, água, ar e alma. Não haverá mais cartas de cobrança, de descompostura nem de suicídio. O correio só transportará correspondência gentil, de preferência postais de Chagall, em que noivos e burrinhos circulam na atmosfera, pastando flores; toda pintura, inclusive o borrão, estará a serviço do entendimento afetuoso.
A crítica de arte se dissolverá jovialmente, a menos que prefira tomar a forma de um sininho cristalino, a badalar sem erudição nem pretensão, celebrando o Advento.
A poesia escrita se identificará com o perfume das moitas antes do amanhecer, despojando-se do uso do som. Para que livros? perguntará um anjo e, sorrindo, mostrará a terra impressa com as tintas do sol e das galáxias, aberta à maneira de um livro.
A música permanecerá a mesma, tal qual Palestrina e Mozart a deixaram; equívocos e divertimentos musicais serão arquivados, sem humilhação para ninguém.
Com economia para os povos desaparecerão suavemente classes armadas e semi-armadas, repartições arrecadadoras, polícia e fiscais de toda espécie. Uma palavra será descoberta no dicionário: paz.
O trabalho deixará de ser imposição para constituir o sentido natural da vida, sob a jurisdição desses incansáveis trabalhadores, que são os lírios do campo. Salário de cada um: a alegria que tiver merecido. Nem juntas de conciliação nem tribunais de justiça, pois tudo estará conciliado na ordem do amor.Todo mundo se rirá do dinheiro e das arcas que o guardavam, e que passarão a depósito de doces, para visitas. Haverá dois jardins para cada habitante, um exterior, outro interior, comunicando-se por um atalho invisível.
A morte não será procurada nem esquivada, e o homem compreenderá a existência da noite, como já compreendera a da manhã.
O mundo será administrado exclusivamente pelas crianças, e elas farão o que bem entenderem das restantes instituições caducas, a Universidade inclusive.
E será Natal para sempre.
Ah! Seria ótimo se os sonhos do poeta se transformassem em realidade.


Texto extraído do livro "Cadeira de Balanço", Livraria José Olympio Editora - Rio de Janeiro, 1972, pág. 52.Carlos Drummond de Andrade